Em 1969/70, depois de eliminar facilmente os romenos do Rapid Bucareste por 3-1 em Setúbal e 4-1 em Bucareste, num jogo em que os vitorianos sairam do estádio ao som de palmas por parte dos adeptos romenos... o Vitória tem a honra de defrontar o Liverpool, uma das melhores equipas inglesas na 2ª eliminatória da Taça UEFA.
Na 1ª mão em Setúbal, o Vitória fez um jogo espectacular onde um grande golo de Tomé bastou para levar de vencida o forte conjunto inglês, no dia seguinte choviam elogios na imprensa nacional e internacional à equipa vitoriana. No entanto, como se a 1ª mão não bastasse para o Vitória, o Vitória repetiu a exibição em Anfield chegando a estar a ganhar por 2-0, só que nuns ultimos 15 minutos espectaculares, os ingleses conseguiram dar a volta ao resultado para 3-2... após o apito final, os adeptos ingleses não sairam do estádio esperando pelo prolongamento, pois nesse momento a eliminatória estava em 3-3, só que minutos depois o locutor de Anfield informava que o Liverpool tinha sido eliminado por uma nova regra que foi imposta nessa mesma época - a vantagem em golos marcados fora.
Apesar de ter chegado aos Quartos de Final da Taça Uefa na época anterior, a eliminação do Liverpool constituiu à data a maior proeza europeia do Vitória e que impulsionou ainda mais o Vitória para mais conquistas na Europa nos anos que seguiram. Nesta época de 1969-70, o Vitória viria a ser eliminado na eliminatória seguinte (Oitavos de Final) pelos alemães do Hertha de Berlim (1-1 em Setúbal, 0-1 em Berlim), num desafio na capital alemã, que foi disputado num campo com neve e gelo e que beneficiou claramente os alemães, apesar de tudo, o Vitória fez pela vida e podia muito bem ter passado a eliminatória só que a noite era dos alemães.
Hoje mais do que nunca o Vitória precisa dos vitorianos para que estes se unam em torno do nosso clube, o nosso apoio é imprescindível para que o clube possa salvar-se de mais uma crise, mas agora a juntar à "habitual" crise financeira, uma crise directiva que se adivinha sem solução à vista.
As próximas iniciativas como o Dia do Vitoriano a 3 de Maio e os próximos jogos da equipa de futebol quer em Setúbal quer nos jogos fora, os quais pretende-se dar uma ajuda financeira vital ao clube e aos seus funcionários, servirão para mostrar a todo o País que estaremos sempre com o clube e que queremos salvar o clube da situação em que se encontra!
Por isso a união de todos os sócios, simpatizantes e população setubalense em geral é obrigatória!
"Porque não pudemos ver cair o clube que aprendemos a amar!"
Em pé, da esquerda para a direita: Polido, Mourinho, Manuel Joaquim, Herculano, Galaz, Alfredo e Faustino.
Em baixo, pela mesma ordem: Dimas, Quim, Pompeu, Jaime Graça e Mateus.
Em cima, a equipa que defrontou o Benfica na final da Taça de Portugal de 1961-62, o resultado foi naturalmente desfavorável às nossas cores (0-3), já que o Benfica tinha sido bicampeão europeu à bem pouco tempo, e o Vitória nesta época estava na 2ª Divisão, apesar de ter conseguido subir à 1ª Divisão. Escolhi esta final porque foi aquela que iniciou os anos dourados do futebol vitoriano.
Ao todo, o Vitória esteve presente em 10 finais e é nesse aspecto, o 4º clube que esteve por mais vezes no relvado do Estádio nacional como finalista, (só atrás de Benfica, Porto e Sporting) no entanto só venceu 3 dessas finais, a 1ª em 1964-65 contra o Benfica por 3-1, a segunda contra a Academica de Coimbra por 3-2 em 1966-67, na final mais longa da história... e já mais recente, em 2004-05 contra o Benfica por 2-1.
O caminho do Vitória até à final:
1ª Eliminatória - Desportivo de Beja (c) 3-1 (f) 5-3
À poucos dias, o Vitória jogou na Holanda com o Heerenveen, a 2ª mão da 1ª eliminatória da Taça Uefa. Empate com golos, de preferência com mais do que um golo ou a vitória garantia a passagem à fase de grupos pela 1ª vez na história do clube, com a competição neste formato, pois o Vitória já foi por 4 vezes aos Quartos de Final da Taça Uefa. O resultado foi inacreditável e chegou mesmo a chocar os adeptos do Vitóriaa sucessão de erros de uma defesa que não estava habituada a falhar. Aos 26 minutos o Vitória perdia 3-0 e os holandeses só tinham feito 4 remates... adivinha-se um resultado ainda mais desnivelado. No entanto, apesar de ter começado a 2ª parte praticamente a sofrer mais um golo, no periodo complementar o Vitória fez uma exibição muitos furos acima, quando reduzimos para 2-4 ainda pensei que poderiamos empatar, mas mais uma falha da defesa resultou no 5º golo e assim praticamente acabou o jogo. Ainda assim, o Vitória podia ter marcado o 3º por várias vezes até ao final do jogo, quer nas 2 vezes que o Carrijo isolado e com golo certo não conseguiu marcar, ou numa grande penalidade que ficou por marcar devido a mão de um jogador holandês na sua área, quando a bola ia para a baliza. Enfim, ser vitoriano não é só sofrer um bocadinho, é ser mesmo um sadomasoquista!